Para o coordenador do grupo teatral Turma da Vila, do Centro de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, em Planaltina, Cleiton Torres, o teatro é capaz de mudar o comportamento de crianças e jovens. “Eles aprendem a trabalhar em grupo, se mobilizam, e se tornam protagonistas de suas próprias ideias. É muito legal porque eles se sentem capazes de desenvolver um trabalho e alguns acabam até se profissionalizando”, avalia.
O grupo, que tem 24 pessoas, se formou graças ao projeto Festival de Teatro na Escola, da Fundação Athos Bulcão. E o vínculo formado pelo projeto é tão grande que Cleyton mudou de escola, mas continua coordenando o grupo de teatro. “Eu acho que o projeto consegue mudar a cara da escola, a escola nunca mais é a mesma depois que o projeto entra na lá”, ressalta o professor.
A Fundação seleciona todos os anos, desde 2000, 12 professores da rede pública do Distrito Federal para participarem do Festival. Eles precisam inscrever um projeto e aqueles que são aprovados passam por cursos de capacitação e acompanhamento dos monitores do projeto. “O festival supre a carência de capacitação dos professores de artes cênicas da Secretaria de Educação”, aponta Cleiton.
Professores e jovens precisam ser atores de todo o processo que envolve a montagem de um espetáculo teatral. Desde a preparação corporal, escolha do texto, concepção de figurino, cenário, ensaios e apresentação do espetáculo, tudo envolve todos os participantes. O professor selecionado recebe uma bolsa durante os meses de preparação para o festival e o grupo recebe uma ajuda de custo para as despesas com figurino, cenário ou transporte.
Para participar do grupo de teatro, os alunos precisam se comprometer a manter boas notas nas matérias da escola. “É bom que os pais não podem reclamar que por causa do teatro os meninos não estão estudando”, comenta Cleiton.
“O Festival é muito merecedor do prêmio, com todos os méritos. E tem que continuar. A Secretaria de Educação só tem a ganhar com ele, os alunos, os professores e a comunidade em geral só têm a ganhar”, defende.

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